Como um piloto de 20 anos, em sua segunda temporada na F1, fez história como o mais jovem campeão do esporte

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- Author, Andrew Benson
- Role, Correspondente de F1 da BBC Sport
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- Tempo de leitura: 8 min
Logo depois de Kimi Antonelli conquistar seu primeiro título e se tornar o campeão mundial mais jovem da história da Fórmula 1, Lewis Hamilton e Max Verstappen foram unânimes ao avaliarem a conquista do piloto de 20 anos.
"Incrível", disseram os dois. Vindo dos dois campeões mais bem-sucedidos do grid atual, que ocupam o primeiro e o terceiro lugares na lista de todos os tempos de vencedores de corridas da F1, isso tinha um significado especial.
O fato de Antonelli ter dividido o pódio do Grande Prêmio da Cidade do México com esses dois titãs também tinha um significado especial.
"Com certeza vou emoldurar a foto e colocá-la na minha casa, porque é simplesmente um momento incrível", disse Antonelli.
"E também ver tanto respeito vindo de dois pilotos incríveis, que fizeram história no esporte, é realmente especial e um momento que ficará e será sempre lembrado."
Mas o momento também teve um significado simbólico.
Pela dimensão de sua conquista neste ano, Antonelli parece destinado a se juntar a eles na lista dos maiores pilotos de todos os tempos do esporte, disse Damon Hill, campeão mundial de 1996, durante a transmissão da BBC Radio 5 Live.
"Não vejo outra possibilidade além de ele continuar melhorando cada vez mais. Ele também terá de passar por momentos difíceis, mas ninguém vai duvidar de seu talento incrível."
Ninguém, de fato. Pelo menos não mais.
Kimi Antonelli se tornou o campeão mundial mais jovem da história da Fórmula 1, ao conquistar seu primeiro título aos 20 anos e 68 dias.
Antes dele, o recorde pertencia a Sebastian Vettel, que tinha 23 anos e 133 dias quando venceu o campeonato pela primeira vez, em 2010. Lewis Hamilton aparece em terceiro lugar, com 23 anos e 300 dias, seguido por Fernando Alonso, que tinha 24 anos e 57 dias em 2005, e Max Verstappen, campeão aos 24 anos e 73 dias, em 2021.

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O primeiro título de Antonelli chega ao fim de apenas sua segunda temporada na F1. Quando foi contratado pela Mercedes no ano passado — nada menos que para substituir Hamilton —, houve quem dissesse que ele era inexperiente demais.
Durante parte do ano passado, ele pareceu ser mesmo. Houve momentos promissores, mas, de modo geral, foi uma temporada de estreia instável, que não correspondeu às expectativas em torno de Antonelli como um possível talento de uma nova geração.
Por isso, quando ficou claro que a Mercedes começaria esta temporada com o melhor carro, seu companheiro de equipe, George Russell, que o havia derrotado com folga em 2025, era o favorito ao título.
Mas isso não levava em conta o notável salto de desenvolvimento que Antonelli deu durante o inverno passado.
Ele terminou a primeira corrida colado em Russell. Conquistou sua primeira vitória na segunda, a primeira de cinco consecutivas, com as quais assumiu o controle do campeonato. Desde então, nunca pareceu que fosse perder o título.
Mesmo quando a vantagem da Mercedes no início da temporada foi anulada pelos rivais, Antonelli continuou presente, sempre na disputa. O mesmo não pode ser dito de Russell.
Nesse sentido, é importante avaliar sua conquista em perspectiva. Se o desempenho relativo entre Russell e Antonelli tivesse continuado como no ano passado, este campeonato poderia muito bem ter tido outra configuração.
Poderia ter sido uma temporada em que Russell e Hamilton disputassem o título lado a lado durante a maior parte do ano — de fato, Russell agora está atrás de Verstappen e Hamilton na tabela de pontos.
Em vez disso, tem sido a história do domínio de um único piloto. Suas atuações foram tão fortes que praticamente eliminaram qualquer incerteza da disputa pelo título.
Em sua temporada de estreia na Fórmula 1, em 2025, Kimi Antonelli somou uma média de 6,25 pontos por corrida. Em 2026, o desempenho do piloto deu um salto expressivo: após 19 etapas da temporada, a média bateu os 20 pontos por corrida.
Isso não fez desta a temporada mais emocionante de acompanhar, mas diz muito sobre o nível em que Antonelli competiu. Tudo graças ao progresso que fez — e à sua notável consistência.

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Do kart à Fórmula 1
Kimi Antonelli nasceu em agosto de 2006, em Bolonha, na Itália. Filho de Marco Antonelli, ex-piloto e proprietário de uma equipe de automobilismo, ele cresceu em meio às pistas e aos motores.
Antonelli começou a competir no kart aos cinco anos e, aos 11, já chamava a atenção de nomes importantes do automobilismo. Nesta idade, foi observado por Gwen Lagrue, responsável pela prospecção de talentos da academia de pilotos da Mercedes, e passou a integrar o programa da equipe.
Antes de chegar à Fórmula 1, conquistou títulos na Fórmula 4 em 2022, e na Fórmula Regional Europeia em 2023.

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"Para alguém da idade dele", disse Verstappen, "ser tão sólido, não cometer grandes erros e, claro, ainda vencer um companheiro de equipe experiente, é simplesmente incrível. Ele pilotou de forma excepcional e estou muito orgulhoso dele, de como ele se comportou durante toda esta temporada."
Lando Norris, o atual campeão mundial que está prestes a deixar o posto, também foi efusivo em seus elogios.
"Não poderia ter acontecido com uma pessoa melhor", disse. "Ele é uma pessoa genuína, muito, muito gentil, e pilotou de forma inacreditável neste ano, melhor do que todos esperavam dele", continuou.
Norris lembrou que Antonelli não teve uma temporada fácil, considerando que a concorrência foi extremamente forte, mas disse que ele enfrentou os melhores pilotos do mundo, todos em carros muito bons, e impressionou a todos.
"Espero que todos deem a ele o devido crédito pelo que conquistou neste ano. Ele fez todos os outros parecerem bobos. Pilotou tão bem e conseguiu se entender com seu carro; trabalhou duro para compreender como pilotar esse carro e tirou dele mais proveito do que qualquer outra pessoa."
"Por isso, deve estar muito orgulhoso. Ele fez história, e estou muito, muito feliz por ele."
Para Antonelli, as dificuldades do ano passado foram formativas e fundamentais para o que conseguiu alcançar nesta temporada.
"O fato de algumas pessoas terem dito que eu não pertencia à F1", afirmou, "ou que não estava pronto para isso — o que, em determinado momento do ano passado, provavelmente parecia ser verdade —, ter passado por aqueles momentos me deixou muito mais preparado para este ano."
"Passar por situações realmente difíceis e de grande adversidade, por momentos de muita pressão, me ajudou bastante a enfrentar certas situações neste ano e, sem dúvida, me fez amadurecer muito como piloto e como pessoa", continuou o jovem piloto."
"Ainda neste ano, tive momentos em que poderia ter feito melhor, muito melhor. Então, é simplesmente um processo constante de aprendizado. No ano passado, poder correr diretamente pela Mercedes, obviamente já sob os holofotes, me fez crescer muito mais rápido do que se eu tivesse ido para uma equipe menor, por exemplo."

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A pressão de ser campeão
Um desses momentos aconteceu neste fim de semana.
Após a classificação, ele admitiu que estava "tenso" e não pilotava tão bem quanto poderia, resultado da pressão daquele momento.
"Em Austin, fui muito mais agressivo, muito mais presente no momento", disse Antonelli, "enquanto, no México, ontem, na classificação, eu estava um pouco mais tenso, de certa forma, porque também não estava tão intenso na maneira como pilotava".
"Então, sem dúvida, não foi fácil nesse aspecto. Mas agora finalmente conquistamos o título e podemos simplesmente aproveitar o restante da temporada."
A força daquele momento ficou evidente após a corrida.
Antonelli admitiu que estava tão emocionado na última volta, enquanto seguia Verstappen e Hamilton até a linha de chegada, que estava com dificuldade para enxergar.
"Provavelmente perdi dois segundos porque já estava basicamente chorando e não conseguia enxergar direito à frente", disse. "De alguma forma, conseguia ver duas Ferraris por entre as lágrimas.
"Foi muito especial, e muitas lembranças passaram pela minha cabeça naquele momento."
Então, seu pai, Marco, e sua mãe, Veronica, que foram tão importantes em sua trajetória até a F1, estavam lá para recebê-lo no fim.
Marco esteve praticamente presente em todas as etapas desta temporada, oferecendo apoio discreto ao filho sempre que necessário.
"Ter meu pai comigo durante toda a temporada foi muito importante", disse Antonelli, "porque, em primeiro lugar, ele foi quem me manteve com os pés no chão, especialmente depois de momentos de grande euforia. Mas também foi quem sempre esteve lá quando eu enfrentava uma situação difícil ou não me sentia da melhor forma antes de uma sessão."
Depois, durante a entrevista coletiva dos campeões, ele ficou tão emocionado em determinado momento, ao se lembrar de seu avô falecido, que não conseguiu falar e precisou de um minuto para se recompor.
"Meu Deus", disse, depois de se recompor. "Chorei demais hoje. Mas tudo bem."
- Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).




















