Quais empresas Lula incluiu em pedido de quebra de sigilos no TSE?
A petição protocolada por Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que autoriza a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico e os de seus familiares, também inclui empresas vinculadas ao petista e a Flávio Bolsonaro.
A autorização de Lula está condicionada ao senador do PL também abrir o sigilo e de seus familiares.
No documento, Lula lista apenas uma empresa própria: a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., da qual afirma ser sócio não administrador. Aberta em 2011, a empresa é responsável por palestras do presidente.
No caso de Flávio Bolsonaro, a petição cita quatro empresas no Brasil e uma no exterior que, segundo "diversos veículos de imprensa", o senador faria parte do quadro societário no Brasil ou manteria vínculo no exterior:
São elas:
- Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia;
- All In One Corretora de Seguros Ltda;
- Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda;
- Bolsonaro Digital Ltda;
- Alcazar Holdings, empresa registrada na Ilha da Madeira, em Portugal.
A Alcazar Holdings é citada por sua ligação com o advogado Willer Tomaz. Segundo a petição, com base em informações divulgadas pela imprensa a partir de apuração da Polícia Federal, Flávio Bolsonaro figuraria como "usuário master" da conta bancária da empresa. Quando a informação veio a público, o senador e o advogado negaram que Flávio fosse responsável pela gestão das contas da companhia.
O pedido protocolado no TSE propõe que os dados bancários, fiscais e telefônicos dos candidatos e de seus familiares sejam divulgados publicamente pelo sistema DivulgaCandContas ou por outro site de acesso público.
A petição não significa que os sigilos já tenham sido efetivamente quebrados ou que os dados estejam disponíveis.











