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Governo Lula descarta escalar crise com Trump por Flávio Bolsonaro

Nesta quinta-feira, o presidente dos EUA voltou a falar das eleições brasileiras um dia após Flávio Bolsonaro chegar aos EUA e divulgar carta se dizendo "líder" do Brasil. Vitória de Lula foi amplamente reconhecida pela Justiça e líderes políticos.

Pontos-chave

Cobertura ao Vivo

Por Marina Rossi, Iara Diniz, Leandro Prazeres, Vinicius Mendes, Thais Carrança, Mariana Schreiber, Rute Pina, Mariana Alvim, Julia Braun, Giulia Granchi e Daniel Gallas, da BBC News Brasil em São Paulo, Brasília e Londres.

  1. Quem são os líderes políticos citados por Flávio Bolsonaro em carta?

    Na carta que divulgou, Flávio Bolsonaro fez referências a diversas personalidades históricas que precisaram liderar do exterior uma oposição a um governo.

    O senador mencionou o brasileiro Rui Barbosa, o francês Charles de Gaulle, o cubano José Marti, além dos venezuelanos Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado.

    Mas quem são essas personalidades?Rui Barbosa: famoso por sua defesa da Constituição, das liberdades civis e do Estado de Direito

    Charles de Gaulle: uma das figuras mais importantes da resistência ao nazismo durante a Segunda Guerra Mundial.

    José Martí: principal herói da luta pela independência de Cuba.

    Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado: opositores a Maduro na Venezuela; Guaidó se autodeclarou presidente.

  2. 'Não gostei', diz Valdemar sobre carta de Flávio

    O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse na manhã de hoje não ter gostado da carta que Flávio Bolsonaro publicou ontem nas redes sociais.

    Na carta, Flávio se refere a si mesmo como "líder do Brasil" e afirma, sem apresentar provas, que "houve uma fraude eleitoral" no segundo turno.

    "Não gostei", disse Valdemar, ao ser perguntado por jornalistas sobre o teor da carta, segundo a imprensa noticiou. Valdemar estava a caminho de uma visita a Jair Bolsonaro, preso em regime domiciliar.

  3. STF arquiva mais cinco investigações ligadas ao Inquérito das Fake News

    O presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, determinou o arquivamento de cinco investigações vinculadas ao Inquérito das Fake News.

    As decisões atendem às manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou inviável o prosseguimento das investigações por ausência de provas ou porque já havia transcorrido o prazo legal para que determinado crime fosse punido.

    As investigações encerradas abrangem o presidente do Partido da Causa Operária, Rui Costa Pimenta; o ex-ministro da Justiça Gilson Machado; o deputado estadual por Santa Catarina Alex Brasil (PL); e Flávia Cordeiro Magalhães. Também foi encerrada uma investigação envolvendo publicações em um grupo no aplicativo de mensagens Telegram.

    Fachin tirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito (mantendo com ele apenas as ações penais já instauradas), em meio a uma crise institucional na Corte deflagrada após Moraes incluir o ministro André Mendonça na investigação.

    Quando assumiu a relatoria, Fachin disse que sua meta é finalizar e encerrar o inquérito (aberto originalmente em 2019 sob a gestão de Dias Toffoli).

  4. PL teve votação expressiva, elegendo inclusive Michelle, Carlos e Jair Renan Bolsonaro

    Desde o domingo (25/10), quando a contagem dos votos já dava vitória a Lula, Flávio vem contestando a lisura do processo eleitoral.

    No segundo turno, Flávio teve 59,8 milhões de votos. O TSE registrou 34.393 votos após as 17h em território nacional, algo muito próximo dos 33.866 votos identificados pelo levantamento da BBC News Brasil.

    No mesmo pleito, Carlos Bolsonaro, irmão de Flávio, e Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e esposa de Jair, foram eleitos senadores, por Santa Catarina e pelo Distrito Federal, respectivamente.

    Além deles, Jair Renan, irmão por parte de pai de Flávio, Carlos e Eduardo, foi eleito deputado federal, também por Santa Catarina.

    O PL, sigla que abriga toda a família Bolsonaro, terá a maior bancada do Senado a partir de 2027, com 29 parlamentares, e liderará a representação na Câmara, com 121 deputados.

    O partido também elegeu seis governadores para 2027.

    Neste cenário, missões internacionais de observação que acompanharam o segundo turno avaliaram que a votação e a apuração transcorreram com normalidade e elogiaram a capacidade técnica da Justiça Eleitoral.

  5. Derrota de Flávio Bolsonaro é um grande golpe para Trump e sua onda de direita na América Latina, diz Guardian, Texto afirma que a vitória de Flávio deveria representar o auge da chamada “onda laranja”, expressão usada pelo jornal para descrever uma sequência de vitórias eleitorais da direita na região

    A derrota de Flávio na eleição presidencial brasileira representa um grande golpe para Donald Trump e sua estratégia de ampliar a influência dos Estados Unidos sobre a América Latina, afirma o jornal britânico The Guardian em reportagem publicada hoje.

    O texto afirma que uma eventual vitória de Flávio deveria representar o auge da chamada “onda laranja”, expressão usada pelo jornal para descrever uma sequência de vitórias eleitorais da direita na região, associadas à influência do presidente americano.

    Assim, o Brasil se juntaria a países como Argentina, Chile, Colômbia e Bolívia na órbita política de Trump. Mas os eleitores brasileiros frustraram esses planos.

    O jornal ouviu Benjamin Gedan, diretor do programa de América Latina do Stimson Center e ex-assessor da Casa Branca, que classificou a derrota de Flávio como um revés significativo para a estratégia regional de Trump.

    Segundo ele, as vitórias de aliados do presidente americano em diferentes países haviam criado a impressão de que Trump conseguia determinar os resultados políticos na América Latina. A derrota no Brasil contraria essa imagem.

    O Guardian também destaca a reação na China, onde Hu Xijin, um influente propagandista ligado a Pequim, comemorou o resultado e afirmou que Lula havia frustrado a tentativa de Trump de colocar o maior país da América do Sul sob sua influência.

    A reportagem também analisa o futuro da relação entre Trump e Flávio Bolsonaro. Michael Paarlberg, ex-assessor de Bernie Sanders para assuntos latino-americanos, afirmou ao jornal que Trump costuma abandonar aliados políticos derrotados.

    “Uma das boas qualidades de Trump, e digo isso sinceramente, embora pareça irônico, é que ele consegue farejar um perdedor e quer estar perto dos vencedores”, disse.

    Ele acrescentou que, quando o “cheiro de derrota” começa a pairar sobre seus aliados, Trump tende a abandoná-los".

    O jornal destaca que, apesar das críticas de Trump à eleição brasileira e da pressão de aliados como Steve Bannon, que defendeu o rompimento das relações diplomáticas e comerciais com o Brasil, especialistas consideram possível uma aproximação entre os dois presidentes.

  6. Qual o futuro do bolsonarismo após Flávio Bolsonaro ir para os EUA?

    A saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil para os Estados Unidos, após ser derrotado na eleição presidencial para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deixa em aberto o futuro do bolsonarismo.

    Na quarta-feira (28/10), o candidato derrotado divulgou um primeiro pronunciamento escrito, em sua conta na rede social X, em que se autodeclarava "o verdadeiro presidente do Brasil" e dizia que houve "fraude eleitoral", sem apresentar provas.

    Depois, apagou essa manifestação e publicou uma outra, quase idêntica, reafirmando a suposta fraude, mas se declarando "o líder do Brasil" em vez de "o verdadeiro presidente".

    Flávio Bolsonaro disse ainda que vai liderar a oposição a Lula dos Estados Unidos.

    Analistas políticos, porém, são céticos sobre a capacidade de Flávio Bolsonaro liderar a oposição e o movimento bolsonarista de fora do país, ao lado de seu irmão, Eduardo Bolsonaro (PL), que vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.

    Qual o futuro do bolsonarismo com Flávio Bolsonaro fora do Brasil? Leia aqui na nossa reportagem

  7. Ramagem, que também deixou o país descumprindo ordens do STF, publica foto com Flávio nos EUA

    O ex-deputado federal, Alexandre Ramagem (PL-RJ), publicou em sua conta no Instagram uma foto com Flávio.

    Ramagem foi diretor da Abin no governo de Jair Bolsonaro e também foi condenado pelo STF a 16 anos e 1 mês de prisão por participação em uma tentativa de golpe de Estado.

    Em setembro de 2025, Ramagem deixou o Brasil clandestinamente (passando pela Guiana), descumprindo, assim como Flávio agora, ordens do STF que proibiam sua saída do país.

    Nas redes sociais, ele escreveu: "Livre da perseguição para ser a voz do Brasil por liberdade, segurança e prosperidade. Flávio saiu do Brasil, mas não deixou os brasileiros. Essa luta só terminará quando o Brasil voltar a ser um país livre. Esse dia vai chegar."

  8. Flávio Bolsonaro está isolado e sem caminho claro de volta à política brasileira, diz Washington Post, Em reportagem publicada hoje, o jornal destaca que a decisão do senador de abandonar o país surpreendeu até seus próprios assessores, alguns dos quais haviam recomendado que ele permanecesse no Brasil

    O jornal americano Washington Post afirma que Flávio Bolsonaro está distante de sua base política e “sem qualquer caminho claro de volta à política brasileira”, após deixar o Brasil e chegar a Miami, nos Estados Unidos.

    Em reportagem publicada hoje, o jornal destaca que a decisão do senador de abandonar o país surpreendeu até seus próprios assessores, alguns dos quais haviam recomendado que ele permanecesse no Brasil.

    Segundo um assessor ouvido sob anonimato pelo jornal, o senador parecia disposto, na segunda-feira, a aceitar a derrota e assumir o papel de principal liderança da oposição.

    A situação mudou depois que a Justiça determinou a entrega de seus passaportes brasileiros. Uma pessoa com conhecimento das conversas privadas de Flávio afirmou que a derrota eleitoral, a decisão judicial e a possibilidade de prisão o deixaram “emocionalmente exausto”. “Acho que nem ele sabe o que vai fazer”, disse a fonte ao jornal.

    O Washington Post também descreve a situação como um potencial “problema político” para Donald Trump.

    Embora o governo americano tenha autorizado a entrada de Flávio e de sua família nos Estados Unidos, o presidente evitou endossar suas acusações de fraude.

    “Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha”, afirmou Trump.

    Uma autoridade americana disse ao jornal que o Departamento de Estado dificilmente levará adiante as denúncias contra Flávio. Na carta publicada nas redes sociais, o senador agradeceu a Trump e ao presidente argentino Javier Milei pela ajuda para deixar o país.

    A reportagem aponta ainda divisões dentro do próprio grupo político de Flávio. Uma ala defendia que ele se declarasse “presidente legítimo” do Brasil, enquanto outra sugeria buscar apoio dos governos americano e argentino para pressionar por uma auditoria da eleição.

    O jornal afirma que até alguns aliados começavam a se afastar de sua estratégia. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse compreender a indignação de Flávio, mas defendeu que o resultado das urnas fosse respeitado. O Washington Post ressalta que não há evidências públicas de fraude no sistema eleitoral brasileiro.

    O jornal também compara a viagem de Flávio à trajetória de seu pai, Jair Bolsonaro, que também foi para a Flórida depois de perder a eleição presidencial de 2022.

    A publicação observa, porém, uma diferença importante: desta vez, não há sinais de uma mobilização de apoiadores semelhante à que antecedeu os ataques de 8 de janeiro de 2023.

    Segundo a reportagem, o futuro político do senador permanece indefinido, inclusive para pessoas de seu círculo mais próximo.

  9. As reações à carta de Flávio Bolsonaro

    A publicação da carta de Flávio Bolsonaro provocou reações no mundo político ainda na noite da quarta-feira (28).

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, reiterou em nota que as eleições "transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais". No domingo, após o resultado que deu a vitória a Lula, Nunes Marques já havia se manifestado sobre a confiabilidade do pleito.

    Donald Trump, presidente dos EUA, disse que não iria comentar o trecho da carta em que Flávio se dizia "o verdadeiro presidente eleito do Brasil".

    Tarcísio de Freitas, aliado de Flávio Bolsonaro e reeleito governador de São Paulo pelo Republicanos, afirmou em entrevista ao Estadão que entende a indignação de Flávio, mas defendeu que o resultado das urnas seja respeitado.

    PT e siglas aliadas ao partido do presidente Lula reagiram à carta de Flávio Bolsonaro, dizendo que a contestação feita pelo candidato derrotado não se sustenta. A nota assinada por PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT acusa o presidente dos EUA, Donald Trump, de tentar interferir no processo eleitoral brasileiro.

    O União Brasil e o MDB defenderam o resultado das urnas em uma publicação feita nas redes sociais. Os partidos defenderam a confiabilidade das eleições brasileiras e pediram que o resultado seja respeitado.

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  11. Enquanto isso, PF indicia Vorcaro e mais 14 pessoas

    Em paralelo ao noticiário envolvendo a ida de Flávio Bolsonaro aos EUA, a Polícia Federal (PF) pediu hoje o indiciamento do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Além dele, foi solicitado o indiciamento do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa e mais 13 pessoas, totalizando 15 nomes.

    O indiciamento é quando a polícia formaliza, em um inquérito, que há indícios suficientes de que alguém foi autor de um crime para que a pessoa se torne réu em um processo penal.

    No caso, o inquérito investiga possíveis crimes financeiros envolvendo a venda do Banco Master ao BRB. O pedido de indiciamento foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    O caso Master também pairou sobre a eleição presidencial.

    Flávio Bolsonaro é alvo de um inquérito no STF que apura possíveis irregularidades no repasse de quase 70 milhões de dólares do Banco Master para o filme Dark Horse, em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A PF suspeita que parte dos recursos tenha sido desviada. Flávio defendeu nos últimos meses que se tratou de um patrocínio privado, sem contrapartida.

    Já Flávio atacou Lula por supostamente ter recebido uma garrafa de uísque no valor de cerca de R$ 500 mil reais, conforme reportagem da Veja. Segundo a revista, mensagens obtidas pela PF mostram que Vorcaro deu a Lula uma garrafa do uísque Macallan 1945.

    Em uma entrevista ao Canal Livre, da TV Band, Lula disse não saber se ganhou o presente: "Se ele me deu uísque, já bebi. Eu não fico contando quem me dá uísque."

  12. União Brasil e MDB defendem resultados das urnas

    Os partidos União Brasil e MDB publicaram em suas redes sociais, na noite de hoje, textos defendendo a confiabilidade das eleições realizadas no domingo (25/10). As siglas pediram que os resultados das urnas sejam respeitados.

    Em nota, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, afirmou que "a eleição de 25 de outubro transcorreu com lisura".

    "O União Brasil reafirma que a democracia é, para o partido, um valor inegociável. Ela não depende de quem vence ou perde uma eleição, mas do compromisso de todos com o veredito das urnas", escreveu Rueda.

    Já o MDB publicou em suas redes sociais: "O MDB reafirma sua total confiança no sistema eleitoral brasileiro e, portanto, na legitimidade do resultado do pleito do último domingo."

    Como mostramos mais cedo, a coalizão que elegeu Lula — formada por PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT — também publicou uma nota defendendo a lisura da eleição.

  13. Eduardo Bolsonaro publica foto com o irmão

    O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro publicou há pouco uma foto com Flávio Bolsonaro, seu irmão. Eles seguram uma bandeira do Brasil.

    Eduardo, que decidiu ir morar nos EUA, onde está desde março de 2025, citou na legenda o escritor falecido Olavo de Carvalho.

    "Foto de hoje, após reecontrar meu irmão @flaviobolsonaro. Ontem foi um dia longo, talvez o mais longo da minha vida. Mas prevalecemos. Mesmo aqui de fora não desistiremos do Brasil. Como diria o Professor Olavo: não parar, não precipitar, não retroceder", escreveu Eduardo, que teve o mandato parlamentar cassado por excesso de faltas.

    Em junho, ele foi condenado no STF a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo.

  14. PT e siglas aliadas reagem a carta de Flávio

    A coligação de sete partidos que venceu a eleição com a candidatura de Lula publicou na noite de hoje uma nota sobre o processo eleitoral brasileiro e sobre a atuação de Flávio Bolsonaro, após o candidato derrotado divulgar uma carta falando em "fraude eleitoral".

    "A contestação do resultado não se sustenta. A prorrogação do horário de votação foi pedida pelas duas campanhas, PT e PL, por restrição em transportes públicos e chuvas fortes, e concedida de forma isonômica a todo o país", diz a nota assinada pela siglas PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT.

    A prorrogação do horário de votação, determinada pelo ministro do STF Cristiano Zanin, tem sido alvo de ataques por parte de Flávio e aliados.

    "Não é a primeira vez que a família Bolsonaro se recusa a aceitar a vontade das urnas", continua a nota da coligação, mencionando a conduta do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, que foi condenado por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.

    Os partidos acusam o Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, de tentar interferir no processo eleitoral.

    "O Brasil não aceita interferência estrangeira em seu processo democrático. O candidato derrotado nas eleições fugiu do Brasil para não enfrentar a Justiça brasileira. Não por acaso, o candidato derrotado buscou abrigo justamente junto a Trump, que atuou abertamente para interferir em nossas eleições", argumenta a nota.

  15. Tarcísio de Freitas diz que é preciso 'respeitar resultado das urnas'

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou em entrevista ao Estadão entender o sentimento de indignação expresso por Flávio Bolsonaro (PL) em uma carta publicada hoje, mas defendeu que o resultado das urnas deve ser respeitado.

    “A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, afirmou o governador.

  16. Presidente do TSE, Nunes Marques reforça 'normalidade' das eleições

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, divulgou agora há pouco nota em que reforça que as eleições "transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais".

    "Todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos", diz a nota.

    O presidente do TSE já havia se manifestado anteriormente para assegurar a confiabilidade do pleito ocorrido no domingo (25/10).

  17. Rogério Marinho minimiza versão inicial de carta de Flávio Bolsonaro

    O senador Rogério Marinho (PL-RN), que foi coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência, minimizou o fato de que uma versão inicial da carta divulgada pelo candidato derrotado o autoproclamava como "verdadeiro presidente eleito do Brasil".

    Depois, Flávio Bolsonaro trocou a versão da carta e publicou uma em que se apresenta como "líder do Brasil".

    Marinho argumentou que vale a versão definitiva.

    "Eu acredito que deve ter havido algum problema na confecção da carta. O fato é que o que está lá no seu Twitter, que é a sua manifestação oficial, ele se autodenomina como líder. E é um fato, ele é um líder no Brasil", argumentou o parlamentar do PL-RN, que é líder da oposição no Senado.

    O ex-coordenador de campanha disse que Flávio não conseguiria exercer sua função de líder da oposição no Brasil, por isso teve que viajar para os Estados Unidos.

    "Quando ocorre uma eleição geral em qualquer lugar do mundo, pelo menos nas democracias consolidadas, passado o processo eleitoral, quem perde faz oposição a quem ganha. Agora, livre e não encarcerado. E não sob ameaça e não com seu passaporte retido. E não sobre uma situação em que a sua família também está em jogo e está em risco a liberdade de todos eles", disse Marinho sobre Flávio, que é investigado em inquéritos no STF.

    Sobre a alegação de fraude eleitoral feita pelo candidato derrotado na carta, Marinho falou em "desabafo".

    "Certamente, [Flávio] está fazendo um desabafo em função dos resultados que foram colocados no segundo turno, que foram inesperados para todos nós, inclusive para praticamente toda a sociedade brasileira. Mas as pesquisas que foram anunciadas antes das eleições claramente mostravam uma situação diferente", disse o senador do PL-RN.

  18. Trump diz que não vai comentar carta de Flávio Bolsonaro

    Falando a jornalistas essa tarde, o presidente dos EUA Donald Trump disse que não iria comentar um trecho de carta assinada por Flávio Bolsonaro em que este se autoproclamava "verdadeiro presidente eleito do Brasil".

    O senador brasileiro publicou a carta no X mas, depois, substituiu o documento por outro em que ele se apresenta como "líder do Brasil" — e não mais "verdadeiro presidente eleito do Brasil".

    "Eu não vou fazer um comentário sobre isso, mas eu sei que nós demos a ele um visto para entrar no país, então vamos ver. Mas eu não vou me envolver, foi uma eleição muito estranha, isso com certeza", disse Trump.

    "Eu não tomei partido nesta eleição, como você sabe. Quando eu vejo algo que é inadequado, eu falo sobre isso. Eu acho que ele e a família foram tratados de forma muito injusta."

    O americano já havia colocado dúvidas anteriormente sobre a confiabilidade da eleição brasileira, mencionando a prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro do STF Cristiano Zanin.

    Mas missões internacionais como a da Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Carter Center afirmaram que o pleito ocorreu normalmente e elogiaram a organização da eleição brasileira.

  19. Após se declarar 'verdadeiro presidente do Brasil', Flávio muda carta e se diz 'líder do Brasil'

    Na primeira versão da carta em que faz suas primeiras declarações públicas após deixar o país, o senador Flávio Bolsonaro deu início ao texto se apresentando como o "verdadeiro presidente do Brasil".

    Passados 23 minutos, Flávio editou a postagem no X em que divulgou a carta e a substituiu por uma nova versão, em que se apresenta como "líder do Brasil".

    Em uma primeira versão da declaração, divulgada pelo influenciador Paulo Figueiredo e atribuída ao senador, Flávio se apresentava como o "verdadeiro presidente eleito do Brasil".

    O documento também vinha acompanhado de um brasão antigo que se refere ao país como "Estados Unidos do Brazil". O símbolo foi utilizado no período da Proclamação da República, em 1889, até 1968, quando foi substituído durante a ditadura militar.

    Treze minutos depois, foi compartilhada uma nova versão do texto, já com o brasão correto da "República Federativa do Brasil".