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TSE nega ter mandado tirar canais do ar no WhatsApp, Flávio e Lula na Globo; as últimas notícias antes do 2º turno

Deputado André Janones (Rede-MG) havia afirmado que canal “Exército do Lula”poderia sair do ar. Flávio Bolsonaro e Lula participam de debate da Globo às 21h20 (horário de Brasília) de hoje.

Pontos-chave

Cobertura ao Vivo

  1. 'O ideal é não mudar as regras às vésperas da eleição, mas pode ser necessário', diz Nunes Marques em entrevista para jornal

    A dois dias do 2º turno das eleições, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou que, embora não seja o ideal, pode ser necessário mudar as regras às vésperas do pleito.

    Em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta sexta-feira (23/10), o ministro que também integra o STF falou sobre os desafios diante de novas tecnologias e de situações não previstas nas resoluções em vigor.

    Em meio a uma série de decisões da Corte envolvendo o canal “Exército do Lula”, que reúne apoiadores do presidente, o ministro afirmou que não adotará iniciativa para discutir a suspensão dos grupos, mas não descarta que outro integrante do TSE apresente a proposta.

    "Não disse que essa norma não seria aprovada. Disse que não iria mais capitanear a iniciativa. Isso não quer dizer que qualquer colega da Corte não possa fazer uma proposta. Não estou tolhendo a liberdade de nenhum ministro. O que eu disse é que a iniciativa não partirá da presidência do TSE", disse Nunes na entrevista.

    Nunes Marques também foi questionado sobre Vorcaro

    Sobre menções ao seu nome em mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, Nunes Marques classificou como “recortes e retalhos” de conversas de terceiros e negou ter relação com o ex-controlador do Banco Master.

    O ministro foi questionado pelo Globo especificamente sobre mensagens que sugerem a participação dele em uma festa com a presença de garotas de programa.

    "São recortes e retalhos extraídos de celulares de terceiros, de pessoas que eu não conheço e não autorizei que falassem por mim. São tantos retalhos que não conseguimos nem responder. Hoje em dia se criminaliza alguém que manteve um diálogo. No meu caso, até hoje insistem nisso. Eu não me recordo de nenhum diálogo com Vorcaro. É uma colcha de retalhos que terá um momento certo para ser analisada. Sei que há um esforço para me tirar do processo. Pelo que estou vendo, todo esse esforço é para que eu me julgue impedido", disse Nunes Marques.

  2. Debate da Globo: regras, horário e checagem do último embate entre Lula e Flávio

    A Globo promove hoje, sexta-feira (23/10), às 21h20 (horário de Brasília), o último debate presidencial de 2026 entre os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro acontece a dois dias do segundo turno.

    O embate será transmitido ao vivo, direto do Rio de Janeiro, logo após o Jornal Nacional. O jornalista César Tralli será o mediador.

    Segundo as regras divulgadas pela Globo, o encontro terá quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais. A ordem das perguntas será definida por sorteios realizados ao vivo pelo mediador.

    A emissora também estabeleceu regras para a circulação dos candidatos pelo palco. Na Band, durante o debate anterior, Lula e Flávio puderam circular pelo estúdio e se aproximar um do outro, levando o senador posicionou atrás do presidente diversos momentos.

    Além disso, o G1 fará a checagem de afirmações dos candidatos e vai publicar em seu site.

  3. O que diz a campanha de Lula sobre favorecimento de Flávio por plataformas?

    O pedido de esclarecimento enviado pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), à Meta e ao X foi protocolado após uma ação movida pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que alega suposto favorecimento das plataformas à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

    A chapa do petista acusa as empresas de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social. A ação também alega que as plataformas teriam restringido o alcance de conteúdos favoráveis a Lula e falhado na distribuição de propaganda eleitoral.

    Entre os casos citados pela campanha, está a remoção pela Meta de um vídeo do projeto Revelando no Instagram, apresentado pelo cantor MC Cabelinho e com críticas a Flávio Bolsonaro, sob alegação de uso excessivo de IA.

    A ação da campanha do PT também menciona mensagens reveladas pelo jornal Folha de S. Paulo em que funcionários da Meta teriam admitido restrições que prejudicaram Lula, além de recomendação algorítmica de perfis relacionados a Flávio.

    Em decisão publicada nesta sexta-feira (23), o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva determinou que Meta e X prestem, em até 24 horas, esclarecimentos técnicos sobre o uso de inteligência artificial, a distribuição de conteúdos políticos, a veiculação de anúncios eleitorais e a remoção de publicações.

    Segundo Cueva, os elementos apresentados pela coligação de Lula justificam a abertura da investigação, mas ainda não permitem comprovar as irregularidades apontadas.

  4. TSE pede explicações a Meta e X sobre tratamento dado às campanhas

    O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta sexta-feira (23) que a Meta (dona do WhatsApp, Facebook e Instagram) e o X prestem esclarecimentos sobre suas regras para uso de inteligência artificial (IA), distribuição de conteúdos políticos, veiculação de anúncios eleitorais e remoção de publicações.

    O prazo para a entrega dos relatórios técnicos com as informações é de 24 horas.

    A decisão foi tomada no âmbito de uma ação movida pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que pede investigação sobre suposto favorecimento das plataformas à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

  5. Bom dia!

    Olá, sejam bem-vindos a mais uma rodada de notícias ao vivo da reta final destas eleições.

    Hoje, as equipes da BBC News Brasil em Brasília, Londres e São Paulo retomam a cobertura dos últimos passos de Flávio Bolsonaro e Lula às vésperas da votação de domingo.

    Os candidatos participam de debate na Globo às 21h30 (horário de Brasília) de hoje.

    Fique conosco e compartilhe as últimas notícias com seus familiares e colegas.

  6. Noite de 'lives'

    Os candidatos à presidência investiram na noite desta quinta-feira em lives (transmissões ao vivo) no YouTube — mas, dessa vez, Flávio Bolsonaro (PL) não participou pessoalmente do evento online, justificando sua ausência por conta do aniversário da esposa, Fernanda Bolsonaro.

    O candidato tem participado das transmissões nas quintas-feiras à noite. Mesmo com sua ausência, a live foi conduzida por apresentadores e teve a participação de famosos como o empresário Luciano Hang e o ex-piloto Felipe Massa.

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também participou de uma live marcada para as 19h ao lado do deputado federal André Janones (Rede-MG), que organizou o evento online. Conectaram-se à transmissão artistas como a atriz Marieta Severo e a influenciadora Nath Finanças.

    Segundo o site jornalístico Poder 360, das 19h às 20h, a live de Flávio registrou em média cerca de 10.000 aparelhos conectados simultaneamente. Na mesma faixa de horário, a live de Lula ultrapassou 1 milhão de aparelhos simultâneos.

  7. O grupo de eleitores que pode decidir a eleição para presidente

    Quase metade dos eleitores com 70 anos ou mais aptos a votar não compareceu às urnas no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026.

    A abstenção foi de 49,1% nessa faixa etária, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — a maior entre todas as idades.

    Embora o índice represente uma queda em relação aos 58,8% registrados em 2022, permanece muito acima da média nacional de 21,08%.

    Em números absolutos, esse percentual representa ainda mais de 8 milhões de brasileiros que não compareceram às urnas — ou quase quatro vezes mais a diferença de votos entre Flávio Bolsonaro e Lula no primeiro turno.

    Este eleitorado se tornou um centro de atenções diante do que promete ser uma disputa apertada de segundo turno.

    Entenda mais nesta reportagem.

  8. Mais números divulgados pelo Datafolha

    Publicamos há pouco que uma nova pesquisa Datafolha indica empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula, ambos com 50% dos votos válidos (que excluem brancos e nulos).

    Em votos totais, Flávio aparece com 47% e Lula, com 46%.

    Vamos a mais números divulgados pelo Datafolha:

    • 5% dizem que vão votar branco ou nulo, e 2% estão indecisos
    • 46% dizem que não votarão de jeito nenhum em Flávio, e 45% dizem o mesmo sobre Lula; mas, quando considerados os eleitores que não votariam em nenhum dos dois, a rejeição de ambos os candidatos fica em 48%
    • O governo Lula tem 39% de avaliações negativas (ruim/péssimo), 24% regular e 36% positivas (ótimo/bom)
    • A pesquisa indica que Lula é aprovado por 49% e desaprovado por 48% dos entrevistados

    A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

    Foram entrevistadas 2.520 pessoas entre terça-feira (20) e quinta-feira (22).

  9. Datafolha: Flávio e Lula aparecem empatados com 50% dos votos válidos

    Nova pesquisa do Datafolha indica empate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Os dois aparecem com 50% dos votos válidos.

    Na última pesquisa, da semana passada, Flávio Bolsonaro tinha 51% dos votos válidos, ante 49% de Lula.

    Votos válidos excluem brancos e nulos e são a forma com que a Justiça Eleitoral divulga o resultado final.

    Nos votos totais, que incluem brancos, nulos e, no caso da pesquisa, os indecisos, Flávio tem 47%, e Lula, 46%. Há uma semana, o placar era 47% a 45% para Flávio.

    Dizem agora que vão votar branco ou nulo 5% e os indecisos somam 2%.

    A margem de erro da pesquisa Datafolha é de dois pontos para mais ou para menos.

    O instituto entrevistou 2.520 pessoas entre terça-feira (20) e quinta-feira (22).

  10. Parlamentares dos EUA cobram explicações da Meta sobre tratamento 'desigual' entre Flávio e Lula nas eleições

    Um grupo de 13 parlamentares democratas do Congresso dos EUA enviaram uma carta nesta quinta-feira (22/10) ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, pedindo explicações sobre a atuação da empresa nas eleições presidenciais brasileiras.

    "Estamos profundamente preocupados com relatos confiáveis de que as plataformas da Meta estariam restringindo ou suprimindo conteúdos associados à campanha de Lula, enquanto ampliam o alcance ou recomendam conteúdos associados à campanha de (Flávio) Bolsonaro, criando, assim, condições profundamente desiguais no ambiente digital", diz o documento.

    Na carta, eles pedem que a Meta tome providências imediatas para assegurar tratamento e acesso equitativos a todos os candidatos. Também questionam como a Meta orientou seus funcionários a gerenciar a moderação de conteúdo e se a empresa manteve contato com oficiais do governo Donald Trump a respeito do Judiciário e do pleito brasileiro.

    A carta é assinada por:

    • Bernard Sanders
    • Pramila Jayapal
    • Greg Casar
    • Maxwell Alejandro Frost
    • Jonathan L. Jackson
    • Jesús G. "Chuy" García
    • Summer L. Lee
    • Mark Pocan
    • Mike Quigley
    • Delia C. Ramirez
    • Jan Schakowsky
    • Rashida Tlaib
    • Nydia M. Velázquez
  11. As propostas de Lula e Flávio Bolsonaro sobre CLT e relações trabalhistas

    Criada em 1943, durante o governo de Getúlio Vargas, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) reuniu normas que passaram a regular as relações entre patrões e empregados no Brasil.

    Mais de oito décadas depois, a CLT voltou ao centro do debate político na campanha presidencial de 2026, com propostas diferentes para o futuro das relações de trabalho no país.

    Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende atualizar a legislação para combater a precarização do trabalho e fortalecer a atuação dos sindicatos, Flávio Bolsonaro (PL) propõe reduzir o custo da contratação formal e ampliar a flexibilidade nas relações entre empregados e empregadores.

  12. 'Não há qualquer obrigatoriedade envolvida' na quebra de sigilos de Lula e Flávio, diz advogado eleitoral

    O advogado especializado em direito eleitoral Fernando Neisser, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), explicou à BBC News Brasil que eventual acordo entre as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) sobre a quebra de sigilo não impõe qualquer obrigatoriedade perante a Justiça.

    "Nada impede que quaisquer pessoas celebrem um acordo e peça uma homologação judicial. Se tratando de uma questão dentro do âmbito eleitoral, fizeram isso perante o TSE, que aparentemente aceitou receber essa ideia de homologação. Mas se trata de atos voluntários, não há qualquer obrigatoriedade envolvida", explica Neisser.

    Segundo ele, a homologação de um acordo também não cria obrigação a terceiros. Isso é, o ministro André Mendonça, relator do caso, não poderia obrigar a abertura de sigilo de parentes de Lula ou Flávio só porque estaria no acordo.

    "As pessoas apresentam seus dados se elas quiserem e, se elas estão apresentando os dados publicamente, esses dados podem ser divulgados. O ministro André tende a ficar numa posição de quem homologou esse acordo, um carimbo oficial", explica Neisser.

  13. Nunes Marques dá 24h para Meta detalhar atuação do 'Exército do Lula'

    O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, determinou nesta quinta-feira (22/10) que a Meta envie em 24 horas um relatório técnico detalhado sobre o canal 'Exército do Lula', criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) no WhatsApp e que reúne mais de 8 milhões de seguidores.

    Nunes Marques atendeu a um pedido de diligências feito pela campanha de Flávio Bolsonaro, determinando que a Meta preste esclarecimentos para verificar o cumprimento dos seus planos de conformidade com o TSE.

    A campanha de Flávio pede que se investigue se o canal opera uma coordenação em rede inautêntica no ambiente digital, orientando seus inscritos a inflar pesquisas como "Bolsonaro mandou matar Lula" no Google e a alavancar hashtags de forma coordenada no X.

    O ministro também determinou que Google e o X informem, no prazo de 24 horas, se identificaram amplificação coordenada dos termos e hashtags indicados entre 18 e 20 de outubro de 2026 em seus indicadores orgânicos.

    Canal no alvo do TSE

    O canal de Janones já tem sido alvo de decisões no TSE desde o dia 11 de outubro, quando foi derrubado por decisão de Nunes Marques. Mas essa determinação foi revertida no mesmo dia por outra decisão, do corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas-Boas Cuêva.

    Apesar da reversão de sua ordem, Nunes Marques determinou uma investigação sobre a atuação do canal feita pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED). O órgão apontou que não foram encontradas publicações com supostas notícias falsas no canal.

    Em 13 de outubro, Nunes Marques pediu novamente a suspensão do canal até a campanha de Lula registrar a ferramenta na Justiça Eleitoral como um endereço oficial de comunicação. Após o registro, o ministro liberou o funcionamento do "Exército do Lula".

  14. TSE registra agora 300 seções eleitorais com mudança de local de votação

    O número de seções eleitorais com mudança de local de votação entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2026 tem variado nos últimos dias.

    Em consulta realizada pela BBC News Brasil ao site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 12h desta quinta-feira (22/10), 300 seções apareciam com alteração de endereço, o que representa 0,06% das seções do Brasil e exterior.

    No domingo (18/10), esse número era de pouco mais de 2 mil, conforme mostrou levantamento da BBC, bem abaixo das 4.352 seções divulgadas pelo TSE na sexta-feira (16/10).

    Segundo o tribunal, os números podem mudar diariamente até domingo (25/10), quando será realizado o segundo turno. Isso porque as alterações são registradas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e pelos cartórios eleitorais e, depois, encaminhadas ao TSE, responsável por compilar e divulgar as informações.

    A recomendação é que todos os eleitores confiram o local de votação antes de sair de casa no domingo. Saiba como consultar se houve mudança em seu local de votação.

  15. 'Renan Santos apoia quem no segundo turno?' e outras dúvidas dos eleitores no Google

    A eleição chega à reta final com os eleitores ainda cheios de dúvidas, que vão de quando será o segundo turno a quem candidatos da "terceira via" como Renan Santos e Augusto Cury vão apoiar.

    Estas são as perguntas mais buscadas no Google no Brasil nos últimos sete dias:

    • Quando é o segundo turno?
    • Quem não votou no primeiro turno pode votar no segundo?
    • Quem está na frente para presidente no segundo turno?
    • Vai ter debate no segundo turno?
    • Renan Santos apoia quem no segundo turno?
    • É obrigatório votar no segundo turno?
    • Onde votar no segundo turno?
    • O que acontece se empatar no segundo turno?
    • Augusto Cury vai apoiar quem no segundo turno?
    • Como votar em trânsito no segundo turno?

    Confira as respostas em reportagens da BBC News Brasil:

  16. Debate da Globo terá checagem publicada em sites, mas não ao vivo na TV

    A TV Globo informou nesta quinta-feira (22/10) que fará a verificação das declarações dos candidatos à Presidência no debate que será realizado pela emissora na sexta-feira (23/10).

    A checagem no entanto, não será feita ao vivo durante a transmissão do debate, mas sim publicada no portal g1 e nos sites dos jornais O Globo, Valor Econômico e Extra e da rádio CBN.

    A emissora vinha sendo cobrada nas redes sociais e através de petições públicas para realizar a verificação em tempo real, após diversas informações equivocadas ou sem fonte terem passado batido pelos âncoras durante o debate da Band no domingo (18/10).

    A verificação ao vivo é adotada, por exemplo, em debates nos Estados Unidos. Nesse modelo, os moderadores do debate são munidos de informações por profissionais de checagem durante a realização do evento, e intervêm quando necessário, indicando aos telespectadores quando um candidato é impreciso em sua fala, ou faz afirmações que carecem de fontes.

    No debate da Globo, uma equipe de 30 jornalistas fará as checagens, que começarão a ser publicadas nos sites já durante o debate, e deverão seguir ao longo da madrugada.

  17. Meta diz que vídeo de MC Cabelinho foi derrubado por uso de IA

    Segundo a Meta, a retirada do conteúdo ocorre em conformidade com a regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proíbe conteúdos gerados ou alterados por IA nas 72 horas antes da votação, no dia da eleição e no dia seguinte.

    A resolução do TSE veda a publicação de "novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por inteligência artificial ou por tecnologias equivalentes que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidata ou candidato ou de pessoa pública, mesmo que rotulados".

    Mais cedo, o canal Revelando negou que o conteúdo seja eleitoral e que tenha usado IA.

    A Meta, por sua vez, enviou um print com o vídeo de MC Cabelinho aparecendo com o rótulo automático de "conteúdo de IA".

    "Vale reforçar que muitos aplicativos de edição de imagem, vídeo e áudio usam recursos de IA e incorporam ao arquivo um sinal padrão da indústria indicando esse uso. A Meta lê esses sinais automaticamente e, para cumprir a determinação, indisponibiliza esses conteúdos no Brasil. Essas publicações voltam a ficar visíveis no país após o período definido pelo TSE", diz a nota.

    A divulgação do teaser era para um vídeo do Revelando com a apresentação do funkeiro Mc Cabelinho e que tem como título "Flavinho de Papai".

    O vídeo aborda a acusação de Flávio de ter sido funcionário fantasma no gabinete do pai, Jair Bolsonaro, aos 19 anos. Na publicação, o funkeiro cita uma reportagem de 2019 da BBC News Brasil, que você pode conferir aqui:

  18. Campanhas de Lula e Flávio dizem ter chegado a acordo no TSE para quebra de sigilo

    Nesta quinta-feira (22/10), as campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e divulgaram que fecharam acordo para a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico.

    A campanha de Lula apresentou uma petição ao ministro André Mendonça com os termos para a quebra de sigilo. Segundo Camilo Santana, coordenador da campanha, o documento foi aceito pela campanha adversária e já foi assinado pelo presidente Lula e pela advogada de Flávio, Maria Cláudia Bucchianeri.

    O documento diz que a abertura do sigilo precisa ser "simultânea" e imediata, com divulgação pública dos dados.

    Segundo Santana, o acordo incluiu os dados da empresa Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira e de propriedade do advogado Willer Tomaz, apontado como amigo próximo de Flávio Bolsonaro.

    Depois, a equipe jurídica de Flávio disse que o candidato aceitou o "desafio" e que a campanha disponibilizaria a quebra de sigilo do senador após confirmar que Lula cumpriu todas as exigências feitas pela campanha.

    "Absolutamente tudo aquilo que foi pedido na petição do presidente Lula a campanha de Flávio vai oferecer sem nenhuma reserva", disse a advogada Maria Cláudia Bucchianeri.

    Entre as exigências de Flávio para a divulgação, estaria ampliar o prazo da quebra de sigilo para os primeiros mandatos de Lula na Presidência, os dados do cartão corporativo usado por Lula e pela primeira-dama Janja da Silva e dados do ex-assessor Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

    Segundo a campanha de Flávio, haverá uma verificação de documentos enviados por Lula a ser feita pelo ex-procurador da República Deltan Dallagnol, responsável por investigações da operação Lava Jato que levaram à prisão de Lula. Dallgnol, do partido Novo, foi eleito senador pelo Paraná nestas eleições, mas o TSE ainda vai julgar a validade de seu registro de candidatura.Procurado, o TSE não se manifestou sobre o acordo entre as campanhas.

  19. Canal Revelando acusa Meta de censurar post contra Flávio Bolsonaro

    O canal Revelando, que tem publicado no YouTube vídeos com artistas nesta campanha eleitoral, acusou a Meta, dona do Instagram, de derrubar a divulgação de um novo episódio da produtora que trazia críticas a Flávio Bolsonaro (PL), nesta quinta-feira (22/10).

    A divulgação do teaser era para um vídeo com a apresentação do funkeiro Mc Cabelinho e que tem como título "Flavinho de Papai".

    Cabelinho fala sobre a importância de políticas públicas para o seu crescimento profissional.

    Em nota, o Revelando, canal criado pela equipe do podcast Calma Urgente, disse que a Meta alegou que houve "uso de IA sem identificação" e que o material tem caráter "eleitoral”. Segundo o canal, as informações não procedem.

    "Revelando assegura que não há IA na produção ou na finalização do vídeo. Utilizamos, apenas, imagens ilustrativas de banco de imagens da Adobe", diz a nota.

    "Revelando é uma série jornalística baseada em recortes e imagens de veículos de comunicação profissionais, além de decisões judiciais amplamente noticiadas. A produção é realizada por jornalistas profissionais, pesquisadores e checadores de fatos", completa.

    A BBC News Brasil entrou em contato com a Meta, mas, até a publicação desta nota, não teve resposta.

    Este não é o primeiro embate entre o Revelando e a Meta. No fim de setembro, a página do canal no Instagram ficou fora do ar por algumas horas, após a publicação de um episódio com o apresentador Fábio Porchat. A empresa voltou atrás e reativou o perfil.

    A situação também ocorre após o Comitê de Supervisão de Conteúdo da Meta manifestar na terça (20/10) uma preocupação com as "falhas recorrentes" da empresa em manter padrões de transparência para afastar suspeitas de interferência eleitoral no Brasil.

    O órgão independente é formado por especialistas externos e independentes de diferentes países e revisa decisões de moderação de conteúdo no Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp.

    "Fica claro que a Meta precisa fazer mais para garantir que suas práticas de aplicação das regras durante as eleições sejam transparentes e consistentes e que a manifestação política seja protegida, em vez de reprimida", disse a nota.

    "A aplicação excessiva das políticas antifraude da Meta às contas de anúncios do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, representa uma falha que deveria ter sido encaminhada a uma equipe interna de especialistas responsáveis pela análise de conteúdo."

    Na segunda (19/10), apoiadores de Lula se reuniram em frente à sede da Meta em São Paulo para protestar contra as supostas interferências da empresa no processo eleitoral.