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Debate na Globo: Lula e Flávio trocam ataques sobre Vorcaro e acusações de corrupção; veja como foi

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Cobertura ao Vivo

Por Iara Diniz, Marina Rossi, Vitor Tavares, Mariana Alvim e Vinícius Mendes, da BBC News Brasil em São Paulo, e Leandro Prazeres, da BBC News Brasil em Brasília

  1. O preço da picanha

    Flávio Bolsonaro acusou Lula de "prometer picanha" para a população, mas descumprir isso.

    O governo Lula 3 chega até setembro com um aumento acumulado de 22% nos preços da picanha. No governo de Bolsonaro, a picanha teve alta de 52% — os dados são da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da coluna Vaivém das Commodities, da Folha.

    De 2019 ao final de 2022, a carne bovina subiu 67%, e, de 2023 a setembro de 2026, 27%, com aumento da demanda externa pressionando preços.

    Durante a campanha de 2022, em entrevistas e comícios, Lula afirmou que o povo brasileiro precisava voltar a fazer um churrasquinho, comer picanha e tomar uma cervejinha, usando o corte de carne como símbolo de recuperação do poder de compra e da economia.

  2. Estratégia de Lula é vincular imagem de Flávio à de Jair Bolsonaro, diz cientista político

    Para o cientista político Rafael Cortez, o segundo bloco terminou com uma clara vantagem do presidente Lula sobre Flávio Bolsonaro. Para ele, Lula conseguiu impor sua estratégia de associar o senador ao governo do pai.

    “Segundo bloco foi mais favorável ao presidente Lula pela combinação de conseguir trazer muitas menções ao governo de Jair Bolsonaro, que não conseguiu se reeleger, o que ajuda a puxar a rejeição de Flávio, especialmente quando há menções sobre a pandemia de Covid-19”, disse.

    Na avaliação do cientista político, a estratégia de Lula dificulta as tentativas de Flávio Bolsonaro de sair dessa comparação que, na avaliação dele, não é benéfica para conquistar eleitores independentes.

    Para o analista, Lula ainda conseguiu se sair bem quando respondeu ao comentário de Flávio sobre o fato de lula ter perdido um dedo em um acidente de trabalho.

  3. 'Vou ajudar as pessoas a sair da desenrolação', diz Flávio

    Flávio disse que Lula enrolou o povo brasileiro e que as pessoas estão com contas atrasadas por causa do governo e dos juros altos no Brasil.

    Ele também afirmou que vai ajudar as pessoas a sair da dívida e sair da "desenrolação".

    Flávio também acusou Lula de altos gastos para tentar se reeleger e de estar prometendo coisas que não vai entregar.

    "Prometeu picanha e não entregou. Prometeu poder de compra e não entregou", disse Flávio, prometendo entregar prosperidade para as pessoas.

  4. Lula diz que quer que 'o povo volte a consumir'

    Lula diz que o endividamento da sociedade brasileira "é uma coisa muito séria" e afrima que criou o programa Desenrola, para negociação de dívidas.

    "Nós queremos que o povo volte a consumir e a ganhar um pouco de dinheiro."

  5. 'Meu concorrente prometeu picanha e entregou abóbora', diz Flávio

    O senador escolheu o tema endividamento dos brasileiros e disse que "meu concorrente prometeu picanha e entregou abóbora";

    "Lula você está achando a comida barata?", perguntou Flávio.

  6. Como vai funcionar o 3° bloco

    Assim como no segundo bloco, no terceiro bloco os candidatos escolherão entre os temas apresentados no telão para fazer as suas perguntas, mantendo a mesma dinâmica de tempo.

    Neste bloco, o candidato que tiver a palavra poderá se movimentar pelo cenário livremente. Enquanto isso, o oponente deve se manter em seu púlpito até chegar a sua vez de falar.

  7. Terceiro bloco é iniciado

    Fim do intervalo, início do terceiro bloco.

  8. IA vai decidir a fila do SUS? Propostas não são fáceis de implementar, mostra BBC News Brasil

    Tema do final do segundo bloco, o SUS passou a ser discutido também a partir de propostas de Lula e Flávio de usar tecnologias para aperfeiçoar a operação do sistema.

    Sem muitos detalhamentos e integrando os planos de governo de ambos os candidatos, dispositivos de Inteligência Artificial, por exemplo, foram apresentados como solução para triagem e auxílio de diagnósticos.

    Um dos exemplos é utilizar a IA para substituir a tradicional fila por ordem de chegada, implantando uma triagem orientada por algoritmos. Ou seja, a vez de um paciente passaria a ser avaliada por uma IA com base em fatores como gravidade e risco de progressão da doença.

    Mas isso funciona?

    Uma reportagem da BBC News Brasil de setembro mostra os dilemas e as possibilidades de transformar o uso de IA no SUS em realidade. Leia aqui.

  9. Debate chega ao segundo intervalo

    Segundo bloco chegou ao fim. Intervalo.

  10. 'O SUS salvou meu pai', diz Flávio

    Flávio Bolsonaro afirmou que o SUS salvou sua vida após o atentado a faca sofrido em Juiz de Fora, em 2018, e garantiu que haverá investimentos no SUS caso seja eleito.

    "Foi o SUS que salvou meu pai", afirmou.

    O senador criticou as filas para tratamento de câncer e prometeu ampliar a estrutura de atendimento.

    Ele também dirigiu um recado às Santas Casas, afirmando que o governo Lula não fez o suficiente para ajudar a reduzir as dívidas dessas instituições.

    Flávio prometeu atualizar a Tabela SUS, que define os valores pagos pelo sistema público a hospitais e outros prestadores de serviços. Ele também elogiou a gestão de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, na saúde.

  11. Reportagem: como a crise do sistema de saúde britânico pode ensinar ao SUS

    Foco da discussão entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo bloco do debate, motivada pela escolha do petista em usar o Sistema Único de Saúde (SUS) como questionamento ao senador do PL, o sistema pode tirar do NHS, do Reino Unido, algumas lições para enfrentar seus próprios desafios.

    O NHS que durante décadas foi motivo de orgulho para os britânicos atravessa uma de suas maiores crises. Em 2025, o governo lançou um plano de dez anos para tentar reformá-lo, baseado em três grandes mudanças: transferir parte do atendimento dos hospitais para as comunidades, acelerar a digitalização e ampliar o foco na prevenção de doenças.

    As dificuldades enfrentadas hoje pelo NHS são resultado de uma combinação que também traz alertas para o Brasil: anos de baixo crescimento dos investimentos, aumento da demanda e uma população que vive mais, mas passa mais tempo convivendo com doenças crônicas.

    Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 2024, o Brasil gastava cerca de US$ 1.898 por pessoa em saúde, contra US$ 6.747 no Reino Unido. O gasto por habitante britânico era, portanto, cerca de 3,6 vezes o do brasileiro.

    Leia a reportagem completa aqui.

  12. 'O SUS é o responsável por evitar que morressem mais gente de covid', disse Lula

    "O SUS é o responsável por evitar que morressem mais gente de covid depois da irresponsabilidade do governo do pai dele", diz Lula.

    "Graças a Deus existe o SUS", disse. Lula afirmou que os profissionais do SUS colcoaram a vida em risco para salvar as pessoas. Ele afirma que Jair Bolsonaro poderia ter feito políticas públicas, mas "debochou".

  13. Flávio Bolsonaro diz que SUS é mal gerido

    Flávio responde que o "tesouraço" dele vai ser na "corrupção, burocracia e impostos".

    O senador diz que dinheiro investido atualmente no SUS é "mal aplicado" e que o sistema é "mal gerido", com falta de remédios e demora de consultas a crianças atípicas.

    "Mas SUS é orgulho nacional", disse. Flávio perguntou a Lula por que ele votou contra a Constituição de 1988,quando houve criação do SUS.

  14. Lula pergunta Flávio sobre SUS

    Lula criticou uma declaração de Cláudio Lottenberg, apontado como futuro ministro da Saúde em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, sobre o financiamento do SUS.

    A declaração de Lottenberg foi feita em 2019, quando ele disse que "não destinaria mais dinheiro ao SUS". Após o trecho voltar a circular, o médico afirmou que sua fala havia sido tirada de contexto e defendeu o fortalecimento do sistema público de saúde.

    O presidente questionou como seria possível melhorar a saúde pública sem investir no sistema, que chamou de “o melhor plano de saúde que existe”.

  15. Lula quer colar em Flavio imagem "da elite", mas senador minimiza dano, diz analista

    Para a cientista política Denilde Holzhacker, o segundo bloco do debate entre Lula e Flávio Bolsonaro está sendo marcado pelo embate direto entre os candidatos e por mais acusações de parte a parte.

    Para ela, Lula tenta descrever Flávio como um candidato da “elite” contra o “povo”.

    “O Lula tenta mostrar o Flávio como insensível às questões sociais e fez um discurso contundente contra a fala anterior do Flávio, referindo-se a ele com ‘nove dedos’. Mas o Flávio, ao pedir desculpas, diminuiu o efeito esperado por Lula”, disse.

    “O Lula quer mostrar que o Flávio é o candidato da elite contra o pobre. O Flávio usou o tempo para falar de outro assunto, sobre meio ambiente e direito dos animais”, complementou a cientista política.

  16. Reportagem da BBC: Flávio Bolsonaro ocupou cargo em Brasília enquanto fazia faculdade e estágio no Rio

    Conforme mostrou a BBC News Brasil em 2019, Flávio Bolsonaro tinha três ocupações, divididas entre Rio de Janeiro e Brasília, quando tinha 19 anos.

    Era assistente técnico de gabinete na Câmara dos Deputados, na capital federal; mas também fazia faculdade presencial diária de Direito e estágio voluntário duas vezes por semana no Rio.

    Todas essas atividades exigiam a presença física do primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo as instituições ouvidas pela reportagem. Leia o texto completo aqui.

  17. Lula diz que proposta de Flávio já foi enviada pelo governo petista ao Senado

    "Quando ele fala que vai comprar dívida de devedores, ele está copiando uma coisa que eu já levei para o Senado", diz Lula, sobre uma proposta do governo.

    Lula reclama da taxa de juros, que está alta. Mas diz que "a dívida vai baixar, porque o PIB vai crescer".

    Ele diz que não cortará gastos, mas fará a economia crescer.

  18. Flávio diz que, sob seu governo, a taxa de juros irá cair

    Flávio Bolsonaro começou sua resposta defendendo um Banco Central independente para evitar um "governo gastador".

    O senador disse que Lula iria transformar o Brasil num cenário parecido que Cristina Kirchner fez na Argentina, com alta taxa de inflação.

    Flávio então defendeu que, sob seu governo, a taxa de juros vai cair. Assim, ele vai conseguir pagar a dívida para a taxa de juros cair. Ele disse que vai comprar dívida de consumidores dos bancos e refinanciar pelo "banco da prosperidade"

  19. Dívida pública, que chegou a R$ 11,1 trilhões em agosto, é uma das principais críticas do mercado ao governo

    Repetindo a estratégia do debate da TV Band, Flávio Bolsonaro aproveitou a chance de escolher uma pergunta para questionar Lula sobre a dívida pública do país.

    Reportagens da BBC News Brasil mostraram, nos últimos dias, que o próximo presidente terá que responder à cobrança do mercado financeiro por um ajuste nas contas públicas e lidar com a insatisfação dos brasileiros com o custo de vida e o endividamento recorde. Tudo isso, em meio a uma economia que deverá crescer menos em 2027.

    Para os economistas, nenhum dos dois candidatos apresentou planos claros para responder a esses desafios. E respostas mais concretas são aguardadas para o pós-eleição, quando a próxima equipe econômica for finalmente definida.

    Hoje, a dívida bruta do governo geral — que compreende governo federal, INSS e governos estaduais e municipais — atingiu R$ 11,1 trilhões em agosto de 2026, segundo o último levantamento do Banco Central. O montante representa 82,9% do PIB.

    Já em dezembro de 2022, último mês de governo Bolsonaro, a dívida estava em R$ 7,2 trilhões (cerca de 73,5% do PIB).

    Leia mais sobre esses dados nesta reportagem.

  20. Lula questiona sobre a independência do BC

    Lula responde: "Ao invés de fazer a pergunta para mim, Flávio, responde por que vocês fizeram o Banco Central independente?"