Criado no primeiro governo Lula (PT), em 2003, o Bolsa Família nasceu da unificação de programas de transferência de renda que já existiam, como Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Auxílio Gás e Cartão Alimentação.
Em seu plano de governo, Lula promete "manter, aperfeiçoar e ampliar" as políticas de proteção social e transferência de renda, mas não estabelece um novo valor para o benefício.
Flávio Bolsonaro também promete manter o benefício, mas o senador já fez críticas ao programa de transferência de renda e chegou a chamá-lo de "bolsa-farelo".
Mas, de fato, pobreza, extrema pobreza e desigualdade chegaram em 2024 aos menores níveis da série histórica iniciada em 1995, enquanto a renda média dos brasileiros atingiu seu maior patamar em 30 anos, revela estudo inédito do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicado nesta terça-feira (25/11).
Entre 1995 e 2024, a renda média mensal por pessoa cresceu quase 70%, de R$ 1.191, para R$ 2.015. O coeficiente de Gini (indicador que mede a desigualdade e varia de 0 a 100, sendo 100 a desigualdade máxima) recuou quase 18%, de 61,5 para 50,4. E a taxa de pobreza extrema caiu de 25% para menos de 5%.
Uma reportagem da BBC News Brasil já mostrou que o programa reduziu a desigualdade no Brasil desde a sua implementação. Leia aqui.